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terça-feira, 25 de julho de 2017

Fui fazer uma mamografia!

Ia toda tremeliques. Desde que fui mãe, tornei-me numa hipocondríaca anónima, portanto, estava a panicar com o resultado do exame.
Enfiei na minha cabecinha destrambelhada que o encontro que tive com a “Mãe do Ruca” (ver aqui), era um grito do Universo para eu ir ao médico. Daí eu ter ido ao “Hitler” (ver aqui), que, após analisar-me as “Marias”, ordenou-me que fizesse uma mamografia e uma eco mamária – mais encucada fiquei!
Fui…
Diz-me a técnica da coisa:
- Olhe que, se tiver as mamas muito duras, só se vê qualquer coisa através da eco que fará a seguir!
Ah, mamas duras, eu?! Hahahahahah – Respondi.
Tive de enfiar o mamalhal numa máquina que me fez lembrar um agrafador gigante. Daqueles que existem nas repartições do estado e que a senhora funcionária pública quase sobe a uma cadeira para mandar-se ao manípulo a fim de conseguir fechar aquilo.
Começo a sentir-me apertada de tal maneira que temi a explosão da mama – como me acontecia às borbulhas de adolescente. Aquelas que, se ficássemos calados em frente ao espelho, a espremê-las parvamente, enquanto fazíamos caretas ridículas e nos contorcíamos de dor, podíamos ouvir o “plock” que faziam ao estatelarem-se em foguete de encontro ao espelho… (Há que realizar esta operação deprimente ao som de música – muito menos nojento!). #ounão
Ora, se aquilo fazia barulho, imaginem a minha mama gigante a explodir…
E, se limpar o merdum que ficava no espelho do wc após a espremida de borbulhas era perturbador, o que dizer da limpeza que alguém ia ter de fazer, após a explosão da minha mama? Não ia ser um espectáculo amoroso!
Finalmente, deu-se o alívio do aperto. O meu receio era que, agora, em vez de ter as minhas mamas de estimação pelos joelhos, com aquela espremideira toda, teria uma amalgama de carne espalmada até aos dedinhos dos pés. Teria de tombar tudo aquilo para trás das costas ou enrolar à volta do pescoço, tal qual cachecol de chicha… é verão, ia doer!
No fim lá olhei para elas e… estão iguaizinhas ao que eram – uns vigorosos balões a quem lhes foi retirado todo o seu arzinho, sem dó nem piedade!
Estou óptima! Não dói, não custou nada … só dinheiro!
Conclusão: Não temam este exame que, apesar de vos espalmar desalmadamente, pode detectar o cancro muito precocemente!
E eu que só queria um casalinho…
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
#amaedosquatro

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