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sábado, 1 de julho de 2017

Com amor... A tua Carochina!


Minha querida avó, hoje seria um dia de comemoração da tua vida...
Tinhas pele de farinha, olhos de mel, coração de manteiga, mãos de açúcar e cheirinho a limão.
Eras o meu biscoito mais doce! Ainda hoje te sinto o cheiro e o sabor...
Amavas-me sem condições, julgamentos ou condenações e que crenças tão díspares tínhamos...
Éramos cúmplices no olhar, no toque, no amar. Foi assim até ao último dia da tua vida.
Como sempre, assim que acordasse ia ligar-te. Atendias com um alegre e doce: "Olá, Carochiiiiiinha!".
Diria meia dúzia de disparates que te fariam rir e, a mim, gargalhar com o teu riso.
Acabavas por ralhar-me, sem conseguir conter o divertimento... Adorava desconcertar-te! Era delicioso...
Ficaríamos à conversa sobre tudo e sobre nada, até nos despedirmos com beijinhos e com a promessa de um encontro em breve e, amanhã, lá falaríamos de novo, de tudo e de nada...
Tivemos todo o tempo do mundo para nos despedirmos. Foram horas a fio de mãos dadas, a recordar momentos e pessoas, com olhares trocados, beijos tatuados, festas na cabeça, conversa fiada e muita risada naquela cama de hospital.
O tempo voava...
Mesmo assim, senti que te arrancaram de mim...
Ainda havia tanto por dizer e tanta mimice para trocar...
Nem chegaste a conhecer os meus filhos...
Mas eles, Vó, eles vão conhecendo-te a cada dia que passa - é que as tuas expressões, o teu afecto, as tuas histórias, a tua vida está cravada em mim!
Sei que estás comigo, connosco.
Sinto hoje, senti ontem, sentirei amanhã.
Mas há dias em que a tua falta é ainda mais dolorosa. Hoje é um desses dias...
Amo-te minha avó, beijinhos da tua Carocinha. Trata bem do avô!
Até sempre...
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!
#eeuquesoqueriaumcasalinho
#amaedosquatro

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