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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Do Demo, só pode!!!

Aquele momento em que tentamos voltar a dobrar a bula do medicamento...
Aquilo não terá sido feito para avaliar a nossa capacidade de não atirar coisas contra a parede, de não falar alto coisas feias, de construir puzzles complexos em segundos, de esgatanhar papéis e deitar no lixo?!
Também pode ter sido a forma que, aquelas farmacêuticas do diabo, arranjaram para provocar um trauma tal que NUNCA mais temos vontade SEQUER de tirar a bula da caixa, quanto mais ler a panóplia infindável de contra indicações dos fármacos.
Uma pessoa tem a criança doente, motivo suficiente para já se encontrar sob o efeito poderoso do "stress" e depois lê aquele amontoado de letras que parece um tratado a dizer:
"Nós, farmacêuticas, lavamos desde já as nossas mãos quanto ao facto de isto poder transformar os vossos filhos num unicórnio sem uma pata!".
Como dá para manter a calma suficiente para dobrar como deve ser aquele papelucho?!
Nós, pais preocupados por darmos na mesma aquilo, apesar de termos lido os avisos de quem supostamente andou a magicar a coisa, ainda sofremos a tortura que é tentar empanturrar aquele amontoado de papel assustador, que agora tem 10 vezes mais do que o seu tamanho original, DENTRO de uma embalagem que não aumentou uma unha...
(Sim porque deitar fora é muito arriscado já que, se a criança se transforma num rinoceronte, ao invés, de um unicórnio, ficamos sem saber se é coisinha para preocupação ou se faz parte do efeito pretendido... Temos de ir ler tudo novamente...).
Como se isto não fosse suficientemente perturbador, ainda há que tentar enfiar as lamelas, frasco, recipiente, seja o que for naquela caixa já ridiculamente cheia de papel amachucado e, às vezes, AINDA ACRESCE UMA COLHER!!! (ou uma seringa, tubinho ou sei lá mais o quê...).
Se insistirmos em deixar todo o cenário como encontrámos, das duas uma: Ou a criança entretanto já melhorou por si (há vírus que não têm pachorra para estar à espera de ser medicados) ou já vai o pai a caminho do hospital com ela nos braços...
E eu que só queria um casalinho...
A Mãe dos Quatro!

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