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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tudo tem um fim, mas este...



Eu sabia que não seria uma fase tãaaaao longa como a que vivi aquando do Miguel… 

Senti pela bebé que é… 

Senti pelo tipo de interesse que mostrava. 

Tanto senti que imortalizei este momento em várias fotos. Mas nesta está patente tudo o que a amamentação representa para mim. O orgulho, o sentido de “dever cumprido”, o nutrir com o olhar, o laço estabelecido, a cumplicidade, a naturalidade, tudo… 

Mesmo assim foram 13 meses a amamentar a Clarinha. 

Sempre vivi a amamentação de uma forma muito romântica e idílica (sim, pateta!), embora de forma diferente em cada filho. 

À medida que fui tento mais filhos o prazer do momento foi sendo maior do que o receio se o meu bebé estava a beber o suficiente, se o meu leite o satisfazia, se eu ia conseguir amamentar até ele querer, se alguém estava a olhar,… 

Passou a ser um dado adquirido e com isso comecei a sentir-me especial, portadora de algo único, um ser quase divino. 

Acabei por perceber que entretanto a amamentação passa a ser mais importante para mim do que para eles e é nessa fase que sei que devo parar… 

Chegou o dia, mas desta vez é diferente, sei que NUNCA MAIS vou poder dar de mamar. Fechou-se um ciclo, acabou, mas para sempre… 

Sabia que ia custar-me e custa mesmo. É um misto de sentimentos. Ela já não precisa tanto de mim, não é tão dependente, mas por outro lado é um orgulho vê-la tão crescida. 

Mas, após uma introspecção, cheguei à conclusão que o que custa mesmo é perder a sensação de divindade, de ter um super poder… E, como tal, vou mas é ali num instantinho ver se cresço um bocadito valente e já volto, entretanto deixo a minha filha em paz!

E eu que só queria um casalinho...

A Mãe dos Quatro!
(foto by Magali Tarouca) <3

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