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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Adoro visitas! Não sei é se elas me adoram a mim...

Soube que ia ter visitas.

Tenho um certo brio “profissional”, ou seja, a casa e os filhos são a minha ocupação principal (e secundária, mas enfim…) e gosto de mostrar que sou boa naquilo que faço! Aliás adoro, FAÇO QUESTÃO!!! Por isso, vai de fazer uma inspeção geral e dar “um jeitinho” à casa…

Conheço TODOS os locais estratégicos onde a “vida” dos meus filhos é mais notada e portanto ataco exatamente aí… 

Após ter eliminado qualquer vestígio da presença de crianças como as minhas em casa, dirijo-me aos quatro e digo: meninos, vêm cá visitar-nos, por isso, façam o favor de manter esta casa habitável pelo menos até eles chegarem, ok? Prometo que não vão arrepender-se… Obrigada!

Toca a campainha. Estava na sala e quando me dirijo à porta sou obrigada a passar por uma das casas de banho (a de serviço).

Sinto um cheiro inconfundível a autoclismo por puxar e percebo logo pela brisa que estou perante um presente GENEROSO.

Portanto, presente generoso de um lado e gente no portão, do outro….

Decido instintivamente ir abrir o portão e logo de seguida ir puxar o autoclismo (tinha cerca de 10 segundos até me entrarem em casa). Mas, quando entro na casa de banho o cenário era catastrófico!!! A sanita tinha sido premiada por inteiro e o chão foi alvo de um descuido. 

O culpado ainda tentou redimir-se e limpar o chão. Usou uns quadradinhos de papel higiénico que ficaram encharcados em descuido pelo chão da casa de banho...

Iria demorar a devolver o mínimo de dignidade àquele local... Ainda assim, em biquinhos dos pés, puxei o autoclismo mas… I.GU.A.L.!

Entretanto oiço-os a entrar. Fecho a porta e vou cumprimentá-los… Enquanto o fazia caiu-me a ficha!

Não só tinha a casa de banho mais imunda que se possa ter ideia, como iriam pensar que quem fez aquilo FUI EU, já que fui A ÚLTIMA que viram a sair do local…
COMO É QUE NÃO PENSEI NISSO???!!!

A partir daí, de pouco me lembro, fiquei o tempo todo a emanar “energia de bloqueio a qualquer vontade de ele ou ela irem à casa de banho” (e dos meus filhos também, porque assim que um abrisse a porta diria aos gritos: Ó MÃAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEE, A CASA DE BANHO ESTÁ TODA SUJAAAAAAAAAAAAAAA!!!! (típico…).

Não ia valer a pena dizer que não fui eu, porque os quatro iam fazer questão de dizer que também não foram e eu era a principal suspeita.

Não ia valer a pena dizer que tinha de ir à casa de banho e limpar aquilo tudo sem saberem, porque tinha de me equipar com luvas, lixívia, esfregão, pano, esfregona, balde de água, máscara e, como tal, também não ia dar a melhor impressão.

Restava-me orar…

Não sei se foi da oração, se do meu ar lunático mas a visita foi de médico… 

Despedem-se e quando chegam à porta, prestes a descer as escadas, volto a mim de alívio, mesmo a tempo de ouvir: “Devia ir à casa de banho antes de me meter no carro…”. 

Entrei em coma novamente…

E eu que só queria um casalinho…

A Mãe dos Quatro!

1 comentário:

  1. Muito bom mesmo, o final improvável pensado nunca seria melhor que a realidade... Muito ri....

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