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sábado, 27 de agosto de 2016

A culpa não é dela, o avô é que nunca devia ter morrido...

Estou a chegar àquela fase em que já não gosto do que vejo ao espelho!

Contudo, após uma looooooonga e exaustiva reflexão, dei por mim a concluir que isto do estar gorda ou magra é muito relativo.

Por exemplo, sou gorda quando tiro fotos de baixo para cima (com direito a duplo queixo, a cabeça de alfinete e a um troco mais largo que o do meu marido) e sou magra quando tiro fotos de cima para baixo.

Sou gorda para toda a gente que me vê e me conhece há 37 anos, mas sou magra para todos os que me conhecem há 37 anos mas vai para 20 que não me põem a vista em cima.

Para os meus filhos eu sou gorda, mas apenas quando lhes causo qualquer tipo de frustração e sou magra quando sou permissiva.

MAS, se o meu avozinho fosse vivo, em nenhuma situação possível ou imaginária eu seria gorda.

Para ele eu estava SEMPRE magra, mesmo quando comia meio quilo de esparguete com esparguete só para o agradar e ouvi-lo dizer: “AHHHHH que ninguém gosta tanto de esparguete como a minha neta!!!!”.

Quando acabavam as férias, lá em casa dos meus avós, eu ficava irreconhecível de tão insuflada.

Lembro-me dos risinhos do meu pai quando voltava a ver-me, volvidos 3 meses na engorda.

Conclusão, a culpa de eu estar gorda é do meu avô ter falecido!!!

Se ele fosse vivo eu ia morar com ele e era magra para sempre!

Quanto muito tinha de plantar umas batatas e apanhar umas couves, mas, apaixonado por mim como era, bastava dizer que me doía o músculo da barriga da perna e ele era senhor para me obrigar a ficar 15 dias a descansar, a ver TV deitada no sofá e a comer esparguete com esparguete!

Mas não, como já faleceu dá-me para encanitar com o que vejo ao espelho e com a opinião dos meus filhos e afins...

E eu que só queria um casalinho...

A Mãe dos Quatro!

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